Terça-feira, 21 de Maio de 2013

De novo em Missão



Três meses passaram desde que a Márcia – Leiga Missionária Comboniana – tinha começado a sua aventura missionária no Bairro de Fetais, um dos 26 da Paróquia de S. Tiago Apóstolo de Camarate, em Loures.

À chegada a esta comunidade, trazia na bagagem mais de dois anos vividos no coração da África – na República Centro Africana e, com alegria, disponibilizou estes três meses entre este povo oriundo de vários países e vários continentes. Principalmente com as crianças e os outros voluntários do Projeto Despertar, onde com o coração de missionária e a competência de educadora infantil, foi uma mais valia, ao início do mesmo projeto, fazendo comunidade com as Irmãs Missionárias Combonianas aí presentes. No seu horizonte: Moçambique! Uma missão bem diferente destas que conheceu até então.


Foi, por isso, com alegria, que celebramos com ela e com a sua família, o seu envio missionário no passado dia 12 de Maio, na capela de Nossa Senhora Mãe Rainha, neste bairro, com toda a comunidade cristã. Um dia vivido em família e verdadeira fraternidade missionária! Na eucaristia, presidida pelo P.Alberto Silva, Superior Provincial dos Missionários Combonianos, a Márcia recebeu a bênção tanto da família Comboniana aí presente como de toda comunidade.


Assim, no rito de envio, os Leigos Missionários Combonianos, recordavam à Márcia e aos presentes que, quando se parte, parte-se acompanhado, a família que faz questão de estar presente na celebração de envio é a mesma que se mantém presente na missão daquele que parte. Simbolicamente, a mãe da Márcia entregou-lhe o símbolo do envio (uma dezena com a Cruz), manifestando, deste modo, que apesar do que até possa não entender e apesar da separação física, o apoio à filha é incondicional.


Também neste momento de profunda missionariedade, recordou-se à Márcia que quando, em qualquer parte do mundo, se reza pelos missionários, reza-se também por ela e que, por isso mesmo, em oração, a Igreja – Povo de Deus – é presença diária e constante com ela ecom tantos missionáriosque partilham, dia-a-dia as suas vidas com os mais pobres e abandonadosem favor do Reino.


No final, o almoço partilhado em família mostrou que a missão é feita por todos aqueles que dela se fazem família. A alegria e o entusiasmo missionário não foram sentimentos da Márcia, foram sentimentos de todos que com ela, mesmo ficando em Portugal, partem de coração aberto seguindo a estrada de Cristo a exemplo de Comboni.


No fim do dia, uma única palavra: Obrigada! Obrigada Márcia por continuares a acreditar e amar a missão a que Cristo te chama! Obrigada por partires e, deste modo, nos fazeres partir também! Obrigada às Irmãs que sempre, ao longo destes três meses, se fizeram presentes e te “inculturaram” nesta comunidade que depressa aprendeu a amar-te e que hoje parte contigo para terras africanas. Obrigada aos Missionários Combonianos que, em comunidade apostólica contigo, sempre se mostraram presentes neste teu caminhar! E, finalmente, obrigada Senhor, por continuares a fazer de nós humildes e frágeis instrumentos do Teu Amor e da Tua Paz!


Susana Vilas Boas (coordenadora dos LMC em Portugal)

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Voluntários no Missão Jovem 2013



Queres ser voluntário no Missão Jovem?

Vem ajudar-nos. Precisamos da tua boa vontade e disponibilidade.

A inscrição de voluntários tem limite e obedece às seguintes condições:

·         Os voluntários devem fazer a sua inscrição até 22 de Junho, de acordo com as condições normais de inscrição para o evento.

·         Os voluntários participarão voluntariamente nas tarefas designadas pela organização (acolhimento, limpezas no recinto, estacionamento, vigias, ajuda na confecção e distribuição das refeições, liturgia, logística geral e outras tarefas designadas pela organização).

·         Os voluntários apresentam-se no recinto do evento na sexta feira dia 5 de Julho até às 10h, para a reunião geral com todos os voluntários para definição de tarefas. Os trabalhos de voluntariado começarão com esse encontro.

·         Os voluntários possuirão um distintivo de voluntário durante os dias do evento.

·         O voluntário terá direito a refeições gratuitas e alojamento (se o desejar) durante o evento do Missão jovem. Senão, pode acampar junto com os outros participantes.

·         A organização reserva-se o direito de recusar ou limitar o número de voluntários.


Para te inscreveres preenche o formulário de inscrição voluntário/a e segue as indicações fornecidas.
A inscrição ficará completa quando receberes um mail a confirmar.

Obrigado e benvindo/a ao missão jovem

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Arranca o Missão Jovem 2013



Olá Jovem,

Marca já na tua agenda dias 6 e 7 de Julho 2013, Sábado e Domingo, para uma grande aventura! Missão Jovem 2013.

É já a 6ª edição deste encontro anual dos jovens JIM e grupos de jovens que desejam passar um fim-de-semana voltados para a Missão.

O objectivo principal é viver um tempo de amizade e comunhão com a espiritualidade missionária. Este ano temos como pano de fundo o ano da fé e o 10º aniversário da canonização de Daniel Comboni, fundador dos Missionários Combonianos.

Nesta 6ª edição, voltamos ás origens e vamos encontrar-nos todos nos Missionários Combonianos na Maia, num fim-de-semana diferente, com inúmeras e variadas actividades: desporto, jogos, caminhada, música, divertimento, oração, partilha de vida, workshops, festival, artes, … e muito mais

Vivido em regime de acampamento, o encontro permite o contacto directo com a natureza e com os outros; favorece o louvor e acção de graças pela vida; eleva o nosso coração e todo o nosso ser ao encontro com o criador; chama-nos a comungar do amor e do serviço aos outros próprios de Jesus Cristo.

Consulta o site http://missaojovem.jim.pt e lá encontrarás tudo o que necessitas para te inscrever: regulamento e datas/prazos para inscrições, e outras informações.

Equipa Missão Jota / Missaojota@gmail.com


Sábado, 4 de Maio de 2013

Testemunho: Porta da Fé



E, foi a sorrir que fui recebida numa tarde de sexta-feira. Neste pequeno espaço de tempo houve espaço para todos os momentos: momentos de partilha, de introspeção, de alegria, de fé…momentos com ELE.
Este encontro foi sobretudo uma porta para fé. Esta fé que tem o seu início e o seu fim em Jesus Cristo. Esta fé que nos pede que tenhamos a coragem de LHE abrir a porta. Esta fé que nos leva a querer mostrar ao mundo a verdadeira forma de felicidade. Esta fé que nos leva a evangelizar.
Foi com este intuito que no sábado em conjunto com um grupo de escuteiros fomos até um bairro ali perto brincar e estar com as crianças.
Com isto apenas se tentou um início, apenas se lançou uma semente na terra. Agora ir-se-á regar a terra, evangelizando. I
sto, porque talvez um dia esta semente cresça e seja árvore, mãe de outras sementes.

Paula Sousa



Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

O Pão da Vida (para todos)



Temos vindo a ler, na liturgia diária, o longo capítulo 6 do evangelho de S. João, com o tema do pão, da comida, da vida. É um dos capítulos eucarísticos e de ressurreição. 

Donde nos vem a vida? O que nos faz viver e viver em plenitude? João responde: é a comunhão com Cristo morto e ressuscitado; ele é o verdadeiro alimento; a verdadeira vida em plenitude. Só comendo o seu corpo se pode ter a vida. Não é tendo a vida que se come o corpo, mas a comunhão do corpo é que leva à vida.
Daqui decorre, me parece, uma exigência: temos que renovar o nosso olhar, compreensão e posição sobre a eucaristia.

A eucaristia é, certamente, um fim. Para aqueles que têm forças para se abeirar dela, os que vivem em comunhão com a fonte do alimento, os que são dignos do alimento, para renovar a caminhada. Mas ela é também, e tem que ser, com muito mais força, para aqueles que mais precisam de alimento: os fracos, os transviados, os que precisam de retemperar forças para caminhar e se abeirar do seu Senhor e viver por ele, com ele e nele.

Quem precisa deste alimento? Não serão mais os doentes, os excluídos da comunhão com o seu senhor, os de situação irregular, imperfeita? Então como o oferecemos aos que menos precisam e o retiramos, o excluímos dos que mais precisam?

Qual o pai ou a mãe que dá o melhor do alimento ao filho mais forte e o exclui do filho mais fraco, que mais precisa? Se a eucaristia é o dom mais precioso que o senhor nos deixou, o seu corpo, e que a igreja tem para oferecer à humanidade, é urgente disponibilizá-lo aos que mais precisam: aos doentes, aos coxos, aos leprosos aos cegos… não foi isto que Jesus fez? Não se ofereceu ele aos cegos, coxos, leprosos, excluídos, marginalizados? E não é Cristo ele mesmo que se oferece na eucaristia? Então temos que o disponibilizar àqueles a quem ele se ofereceu.

Enquanto isso não acontecer continuamos a ser maus pais e más mães e a fazer o que faz o nosso sistema económico: a dar cada vez mais e o melhor aos que já têm, retirando o essencial aos que não têm e mais precisam.

Cristo ressuscitado nos acuda e nos livre deste mal.


Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

Oração Concerto em Torres Novas



Vai realizar-se no dia 14 de Abril, pelas 16 horas na Igreja de São Pedro, Torres Novas, um concerto-oração pela Banda Missio, ligada ao CVJ dos Missionários Combonianos.

A temática está relacionada com o Ano da Fé.







Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

JIM - Chama, promove concerto solidário em Fermentelos



O grupo JIM, Chama, está a organizar um concerto solidário, na sua comunidade paroquial de Fermentelos - Aveiro

O concerto consiste na actuação dos grupos de catequese e dos grupos corais das eucaristias dominicais, assim como de um grupo coral da freguesia de Fermentelos.

O concerto será no dia 27 de Abril às 14h30, com entrada será gratuita, no centro paroquial.

Haverá serviço de bar, que será uma das formas de angariar fundos. Haverá ainda à venda, artigos feitos pelo grupo de jovens Chama.

O que for apurado será em favor do projecto solidário JIM. Este projecto apoia O Instituto Daniel Comboni e a creche Ezequiel Ramin, na favela do Coqueirinho, em S. Salvador-Bahia (Brasil). O instituto e a creche acolhem crianças, adolescentes e jovens desfavorecidos da favela

O grupo convida à participação de todos os que desejarem, passar uma tarde bonita e contribuir para uma causa solidária.

Terça-feira, 9 de Abril de 2013

Situação mais calma na RCA



A Élia Gomes é uma Leiga Missionária Comboniana – LMC. Está presentemente na Missão em Mongoumba, na República centro Africana – RCA, onde no mês de Março ocorreu um golpe de estado militar e o governo foi substituído pela guerrilha.

Houve alguns momentos muito difíceis para as populações e missionários. Agora as coisas estão mais calmas como nos conta ela.
Lê as novidades aqui

Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

Uma semana em Limone




Dia 2 de Abril 2013. À tarde, cheguei com os Padres Alexandre e Aparício. Estávamos na terra natal de S. Daniel Comboni para uma semana de simpósio e espiritualidade. 

Tirei fotos, muitas, enquanto subíamos o monte até à casa, puxando pelas nossas malas. Não é fácil a subida como pode comprovar o P. Alexandre! Penso que alguém se admiroudo meu entusiasmo. Eu tinha estado em Limone em 1993 e em 1997 mas de passagem. Nesta ocasião era diferente, tudo me parecia especial. Beleza natural na viagem ao longo das margens do Lago di Garda, por estradas escavadas na montanha, com belíssimos lugares turísticos. A expectativa do meu coração estava a realizar-se: estava na terra de S. Daniel Comboni poruma semana! Dom especial, bênção de Deus.

Limone é um lugar paradisíaco. Natureza especial. Grande lago. De um lado o alto monte “Baldo” com neve, do outro, as montanhas de Limone. Coisa incrível…que pudemos compreender melhor à noite quando o colega P. Manuel Ceola nos levou a visitar as aldeias vizinhas na montanha …e uma descoberta especial: Há uma estrada cavada pela natureza e mãos humanas no fundo do complexo montanhoso, feita agora ponto turístico…uma coisa incrível!

Limone hoje é um lugar de turismo qualificado, especial para alemães que pelos vistos já compraram a maior parte da região. Que seria no tempo de Comboni? Uma terrinha fechada entre lago e montanhas, com horizontes belos mas curtos. A  terrinha que Comboni precisou de deixar para ir para Verona alargar horizontes. O P. Mazza deu-lhe a oportunidade de descobrir os horizontes da Missão. O P. Angelo Vinco abriu-lhe o coração à Africa!Assim se tornou o grande missionário que foi, sempre com as raízes ligadas à sua família e sua terra, à sua casinha bem pequenina, ao contrário do que é hoje.

Comboni está aqui! Limone é a sua terra. Dei conta que este filho famoso também é muito bem considerado no mapa turístico da sua terra. Eu encontrei-me a dormir mesmo por cima do quarto onde ele nasceu. Com uma janela que me dava uma vista incrível sobre o lago e arredores. Nova bênção. Da minha janela eu olhava ali para perto, sobre o telhado do quarto do seu nascimento. Senti-me privilegiado e feliz! Na primeira manhã encontrei-me a rezar as laudes de Oitava de Páscoa ali fora, cedinho, bebendo a bênção do lugar e a maravilha da natureza com os passarinhos a cantar à volta, como vi que fazem todos os dias àquela hora! Devo dizer que a único disturbo à minha contemplação foi o ladrar de dois cães à volta de um bar por ali perto. Visitei os lugares da casa circundada pela “limonaia” e “olive”. 

Recordação da pobreza que se torna riqueza. Esta semana em Limone foi para mim uma experiência espiritual única. Ao ler alí o livrinho de A. Furioli, “ IlsognodiunUomo”, comparei-a à visita que Comboni fez à terra Santa, na sua primeira viagem à Africa. Tive sentimentos parecidos aos que nele despertou tal visita. Com Comboni , na sua terra, a vida e a missão ganharam dimensões novas para mim! Rezei por todos e todas que fazem parte da minha vida e missão nas três línguas do costume (Português, Inglês, Chinyanja) neste ocasião aumentadas com Italiano… Obrigado Senhor pela Bênçao! As palavras não dizem tudo deste lugar belo e santo!

O Simpósio sobre a “ministerialidade na nossa missão na Europa” foi bom, útil e despertou-nos para factos e conteúdos às vezes esquecidos. No fim de semana pude ter “time off” e a visita da Sara e família que vieram de Bergamo. Revivemos a amizade nascida no Malawi e foi bom experimentar mais uma vez  o sentido dessa amizade que faz “Família” para além de qualquer fronteira geográfica ou humana! Comboni não podia dar-me maiores graças e bênçãos! Com ele e nele renovo a minha entrega à missão que se realiza nos “ministérios” que fazem crescer  a Fraternidade e dela nascem!   Exemplo disso, e não posso deixar de o mencionar, foi também o acolhimento de coração e braços abertos que a comunidade  Comboniana local nos dispensou. Estávamos em casa de Comboni, de verdade!

GRAZIE!

Carlos Alberto Nunes, mccj



Quarta-feira, 3 de Abril de 2013

Vivamos ressuscitados


“Mas os seus olhos estavam impedidos de o reconhecerem” Lc 24,16.

Nestes dias lemos textos dos 4 evangelhos que mostram como foi para os discípulos, e é porventura ainda hoje para nós, difícil reconhecer Jesus ressuscitado. O que significa que realmente as 1ªs comunidades cristãs tiveram que fazer um longo caminho de conversão para reconhecerem e aceitarem Jesus ressuscitado. Como é isso possível, para quem passou anos com ele – perguntamos nós?

Porque não o reconheceram?
Porque procuram um cadáver, um morto; Porque querem mantê-lo na morte com perfumes, cremes e flores; Porque têm para Jesus atitudes que se tem com um morto: choro, tristeza, desilusão, revolta,.. Porque procuram uma imagem do passado; Porque queriam um Jesus todo-poderoso, guerreiro e estão desiludidos;

O que encontram?
As roupas com que J foi sepultado, abandonadas; O túmulo vazio; personagens de branco; O coração a arder enquanto o escutam;
Uma mensagem a anunciar: ide dizer aos seus irmãos…

Nós hoje, reconhecemo-lo? Ou continuamos ainda a procurar um cadáver, para nos penitenciarmos, inventarmos problemas de consciência, para chorarmos a sua morte? Procuramos mantê-lo no túmulo, ainda que seja bem perfumado e cheio de flores e velinhas?

Onde o podemos reconhecer?
Nos sinais que ele nos dá: as roupas usadas, os pobres, os necessitados, as vítimas da injustiça como ele…
Na mensagem que temos a anunciar: ele está vivo, não está aqui, ressuscitou; precede-vos na galileia; anunciai-o até aos confins do mundo.
Nas experiências de ressurreição da nossa vida: coração ardente enquanto fala; a entreajuda na comunidade; ne refeição do seu corpo e sangue.

Seremos nós capazes de viver ressuscitados com ele pelo nosso batismo? Só quem vive ressuscitado consegue reconhecer o ressuscitado. Enquanto os nossos olhos, ouvidos, coração, estiverem cheios de dor, pena, morte, continuaremos a procurá-lo entre os mortos e a chorá-lo. Só se os nossos sentidos estiverem ressuscitados o conseguiremos ver, ouvir, tocar, sentir, degustar, na nossa vida e na vida da humanidade.

Só então passaremos de um Cristo sofredor, morto, cadáver, imóvel, a mostrar um Cristo vivo, alegre, glorioso. É o que nos diz o papa bento xvi na PF 2 e 6: “ Temos que fazer brilhar a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a palavra de verdade que o senhor Jesus nos deixou”. E S. Paulo acrescenta: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé, mas se ressuscitou, então também nós ressuscitamos com ele”. 

Vivamos ressuscitados!

Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Instituição do sacerdócio




Aquela noite... é hoje!

Estava gélida aquela noite,
não pelo frio vindo do exterior...
Estava gélida aquela noite,
Pela falta de paz interior...

Eis que ELE se levantou
Não para começar um revolução,
Não para reivindicar direitos,
Não para uma Nova Evangelização...
Levantou-se unicamente
Para se poder ajoelhar,
Para aquecer o coração,
Daqueles que o iam negar.

Aquela noite trouxe algo novo:
O Corpo, o Sangue, o Servir.
Aquele noite tornou-se a razão de vida
Para todos os que O ousam seguir!
Por isso, caro amigo,
Hoje te quero agradecer,
Por tornares hoje possível
Aquela noite acontecer!
Que os joelhos não desfaleçam,
Nem as mãos se cansem de servir
E que aquela Quinta-feira
Continue a ser a força do teu sorrir!...

Parabéns pelo dia de hoje
e obrigada por tudo quanto és!

Susana


Terça-feira, 26 de Março de 2013

Vida em abundância



Grupo Jovens Amigos de Jesufrei assume compromisso no JIM

Domingo de Ramos, dia mundial da juventude, terminou a quaresma e entramos na semana Santa.
É um tempo cheio do amor de Deus J . Mas o refrão que cantamos na eucaristia deste domingo é um um grito de Jesus, de dor, de sofrimento…. O Salmo 21: “Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?” Quem entre nós ainda não se voltou para Deus com estas ou parecidas palavras: Abandonaste-me!!!! Porquê????

A nossa pastoral é com a juventude. E tantas vezes ouvimos este desabafo: Mas aonde estão os jovens? As vocações? … abandonaram Deus e a Igreja. Está tudo perdido ;) para os mais pessimistas.

O que vimos, testemunhamos:
Paróquia de Jesufrei (Diocese de Braga), pelas 19h do dia 23 de Março, o grupo de jovens amigos de Jesufrei: Shalon Aleikehem faz a sua entrada oficial no JIM (Jovens em Missão). Uma eucaristia cheia de vida, entusiasmo, compromisso, alegria de ser de Cristo.

Os jovens missionários de Jesufrei são cerca de 20 e estavam presentes nesta eucaristia com o seu compromisso e testemunho: estamos aqui, não Te abandonamos!

Esta paróquia tem um filho missionário comboniano na Etiópia, pe Quim, que se fez presente com a sua oração e por uma carta que foi lida na acção de graças. Onde desafiou os jovens a serem missionários que não é uma coisa a mais na Igreja, mas é fazer diferente. Como também o pe Leonel recordava e desafiava na homilia: ser o perfume diferente, não é fazer mais, ou melhor/pior que os outros. Mas é SER DIFERENTE com CRISTO.

Bom caminho JIM

“Ide por todo o mundo e sede meus discípulos” – Sede Missionários e Missionárias.

Ver fotos em www.jim.pt


Beta e Suelyn
Irmãs Missionárias Combonianas

Missão Jovem 2013



O “MISSÃO JOVEM” (MJ) é o encontro anual dos jovens JIM - Jovens e Missão e outros grupos de jovens que desejam passar um fim de semana voltados para a Missão. O objectivo principal é viver um tempo de amizade e comunhão com a espiritualidade missionária.
É uma maneira simples de tomarmos consciência da nossa vocação cristã e compromisso paroquial missionário, encontrando-nos para conviver, partilhar, rezar e celebrar juntos a nossa fé, vocação e Missão.
O encontro destina-se a todos os jovens que queiram viver um fim de semana diferente, com inúmeras e variadas actividades: desporto, jogos, caminhada, música, divertimento, oração, partilha de vida, workshops, festival, artes, … e muito mais
Vivido em regime de acampamento, o encontro permite o contacto directo com a natureza e com os outros; favorece o louvor e acção de graças pela vida; eleva o nosso coração e todo o nosso ser ao encontro com o criador; chama-nos a comungar do amor e do serviço aos outros próprio de Jesus Cristo.
É num ambiente de amizade, calma, tranquilidade e paz, de muita alegria e comunhão que se desenvolvem todas as actividades propostas e se cria um ambiente favorável à partilha e compromisso juvenil na Igreja e no mundo.

Marca já na tua agenda:
6 e 7 de Julho 2013

Missionários Combonianos – Maia

convívio
caminhadas
concertos
música
workshops
artes
exposições
oração
jogos
partilha
… e
muito mais!

www.missaojovem.jim.pt

Sexta-feira, 22 de Março de 2013

A abundância da vida


Deixo aqui mais uma partilha de testemunho missionário.
em momentos de crise, que vivemos na Europa, mas também de esperança, a nível de Igreja, faz bem recebermos um pouco dos frutos da acção de Deus na humanidade

Foram 34 os batismos que hoje, sábado, celebramos aqui bem perto do centro da vila, em Kithel. Eram muitas crianças mas as famílias eram poucas pois os pais de uns eram padrinhos dos outros e cada pai tinha dois e alguns três filhos a batizar. Um pai tinha mesmo 4 crianças. Aqui a produção não pára, pelo menos a humana, pois a produção de comida é um pouco inferior. 
Ainda bem que aqui a terra é boa e dá sempre comida graças á abundância de montanhas e rios existentes. Assim é difícil haver fome. Kithel é uma comunidade nascida ainda há poucos anos.
Eram casais que tinham celebrado o batismo e matrimónio recentemente e agora chegou a vez de batizarem os filhos menores de 7 anos.

No fim da celebração dei boleia a algumas mamãs que, assim com as crianças, não tiveram de apanhar tanto sol no caminho. Na verdade aqui temos um calor enorme ao contrário da Europa que estamos em época do frio.
Regressando à vila, pouco depois de deixar a capela, um cristão mandou parar o carro e vi no seu rosto que estava preocupado. Parei. Soube que a sua esposa estava na capela na celebração dos batismos e aí sentiu-se mal. Tentou regressar a casa. Vieram as dores do parto pelo que parou numa casa vizinha. Pediu-me então ajuda para a acompanhar até á maternidade do hospital. 
Como o carro estava cheio de gente mandei esperar alguns minutos que, deixando as mamãs mais á frente, voltava para levar a esposa. Assim fiz. Não passaram mais de 10 minutos. Quando regressei já tinha nascido a criança. 
Solicitou-me para esperar pois estavam, as mulheres amigas, a terminar o trabalho. Esperei e encaminhei mãe e filha á maternidade. Ali as deixei mas depois fiquei com pena de não lhe ter sugerido que dessem à menina o nome de “Ermelinda” recordando minha mãe. 
No entanto ao final da tarde voltei ao hospital e vi a mãe e a filha já tranquilas, descansando, depois das enfermeiras terem terminado o serviço do parto. 
Então sugeri á mãe o nome a dar á sua filha: “Ermelinda”. Ela agradeceu. Fica a memória de minha Mãe que sempre me acompanhou desde 1989, e acompanha ainda hoje, como intercessora junto de Deus, na Missão. 
Na enfermaria de partos estavam 8 mulheres que neste dia todas deram á luz. Viva a abundância da VIDA!!!

P. Alberto Vieira
Moçambique

Terça-feira, 19 de Março de 2013

O verdadeiro poder é o serviço



O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que o “verdadeiro poder” deve ser “serviço”, com especial atenção aos pobres e fracos, apelando ao compromisso neste sentido de quem tem cargos políticos ou económicos.

“Não esqueçamos nunca que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar cada vez mais naquele serviço que tem o seu cume luminoso na Cruz”, afirmou, na homilia da missa que marca o início solene do seu pontificado, na Praça de São Pedro, perante dezenas de milhares de pessoas.
A intervenção papal deixou um apelo direto aos que “ocupam cargos de responsabilidade” no campo económico, político ou social, e a todos “os homens e mulheres de boa vontade”.

“Queria pedir, por favor (...): sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, referiu Francisco.

O Papa convidou os católicos a “cuidar carinhosamente” de todas as pessoas, “especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia”.

Ele próprio, precisou, deve "abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos".

Francisco chegou ao local por volta das 08h50 (menos uma em Lisboa), a bordo de um automóvel descoberto, para cumprimentar os fiéis que o esperavam desde as primeiras horas da manhã.

O Papa acenou à multidão, sorridente, beijou algumas das crianças e, ao sair do papamóvel, cumprimentou um doente paralítico, sob os aplausos dos presentes.

A homilia evocou a solenidade de São José, que a Igreja Católica assinala anualmente neste dia 19, elogiando a “discrição” com que o esposo de Maria viveu a sua vida, “com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender”.

O primeiro Papa do continente americano, de 76 anos, declarou que o exemplo de José deve inspirar os católicos a ser sensíveis às “pessoas que lhe estão confiadas” e a “saber ler com realismo os acontecimentos”.
O sucessor de Bento XVI falou também da necessidade de proteger “a beleza da criação”, a exemplo de Francisco de Assis (c.1181-1226), que o inspirou na escolha do nome para o pontificado.

“Guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”, acrescentou.

A ternura, disse o Papa, “não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário”, e permite abrir um “horizonte de esperança” perante os “tantos pedaços de céu cinzento do mundo de hoje.

“Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim”, concluiu.

O Papa argentino, primeiro do continente americano, agradeceu a presença de representantes de outras Igrejas cristãs, representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas, bem como aos chefes de Estado e de Governo, num total de 132 delegações oficiais.

Sexta-feira, 8 de Março de 2013

A Mulher na Bíblia


Hoje, que se celebra em todo o mundo o Dia Internacional da Mulher, permitam-me em homenagem a todas elas, esta pequena e simples reflexão, de uma mulher. Todos podemos sair edificados.

Quando vejo as mulheres da Bíblia ocupando posições estratégicas de influência e de liderança, colocadas meticulosamente no lugar certo e na hora oportuna, percebo como DEUS valorizou a mulher em todos os tempos. Percebo a maneira maravilhosa como DEUS a vestiu de força e de dignidade, e a investiu de autoridade diante de diversas situações.

Deus, em seu gracioso plano de salvação, envolveu mulheres das mais variadas classes, em suas mais variadas ocupações, numa época em que pouco ou nenhum valor se dava às mulheres, e assegurou que seus nomes e seus feitos ficassem registrados como testemunho para as próximas gerações.

“Anas”, inseridas no contexto eclesiástico, vivendo em suas angústias... mas exercitando sua fé.
“Déboras”, que assumem posições de liderança e tomam atitudes capazes de mudar a vida de muitas pessoas.
“Dorcas”,  envolvidas em sua sociedade, colaborando com seus ofícios.
“Esters”, tecendo um pano de fundo político, salvando vidas.
“Rutes”, prezando pelos valores da família.
“Saras”, chamadas para crer em milagres.
“Martas”, prontas para servir.
“Marias”, prontas para ouvir.

Mulheres, muralhas, auxiliadoras, mães, profetizas, rainhas. Mulheres jovens, outras não tão jovens. Mulheres sofredoras, estéreis. Mulheres sábias, Mulheres simples. Mulheres importantes, Mulheres que não tiveram seus nomes revelados. Mulheres amigas, formosas. Mulheres prontas à ofertar suas últimas moedas... seu mais caro perfume... sempre o melhor aroma. Algumas tiveram o privilégio de serem contadas com os discípulos. Algumas puderam testemunhar a maravilhosa visão do túmulo vazio.

Mulheres de ontem e de hoje... Envolvidas com a obra do SENHOR, Mulheres realmente comprometidas com o SENHOR da obra.

O valor de uma mulher excede em muito, o valor de jóias preciosas.
Joelma Rocha

Quarta-feira, 6 de Março de 2013

Escuta, vive, ensina


3 palavras marcam a liturgia da palavra da eucaristia de hoje. 3 verbos de acção:

1º Escutar: agora Israel, escuta os preceitos que vos dou a conhecer. Estes preceitos são a lei, as palavras de Deus ao povo. Pretendem guiar o povo no deserto rumo à terra prometida.
No evangelho, os discípulos, são convidados por Jesus a escutar, até o mais pequeno pormenor da lei, porque ele não veio revogar a lei mas completá-la.

2º Viver-paraticar-testemunhar: ponde os preceitos em prática para que vivais e entreis na terra que o Senhor deu a vossos pais. Ensinei-vos estas leis a fim de os praticardes na terra de que ides tomar posse. Observai-os e ponde-os em prática, porque eles serão a vossa sabedoria e prudência aos olhos dos povos.
Pela vivência das leis do Senhor, os povos reconhecerão que o povo de Israel é sábio e prudente e que o seu Deus está com o povo e no meio dele.
A lei não passará, diz Jesus, sem que tudo se cumpra. Quem os transgredir, não os cumprir, não os viver, será o menor no Reino dos céus. O Reino dos céus é para aqueles que escutam e praticam, a põem em prática; para aqueles que constroem sobre a rocha.

3º Ensinar: estes preceitos, estas leis, ensinai-os aos vossos filhos e aos filhos dos vossos filhos). Vós sois responsáveis pela transmissão da palavra de deus.
Prestai atenção e não os deixeis fugir do pensamento nenhum dia da vossa vida.
Aquele que os praticar e ensinar, será grande no Reino dos céus.
A escuta a prática e o ensino são os pilares de um povo fiel à aliança com o Senhor e indispensáveis no caminho do deserto rumo à terra prometida.

Escutar, testemunhar e anunciar, é o triplico da vida do discípulo. É a base do caminho do cristão para se encontrar e viver com o seu Senhor.
Pela escuta o discípulo aprende, conhece, interioriza, adere.
Pelo testemunho, o cristão vive, mostra a sua comunhão com o Deus da vida e da história e a sua solidariedade humana. Assim os outros reconhecerão que Deus está presente na história.
Pelo anúncio, o mensageiro, profeta, missionário, dá as razões da sua esperança, e mostra a todos, em qualquer circunstância, que a vida só tem pleno sentido, se tocada pela esperança na ressurreição que nos é oferecida em Jesus Cristo, que abre novos caminhos para a história da humanidade.

Terça-feira, 5 de Março de 2013

Páscoa Missionária



“Sai da tua terra e vai onde eu te indicar!”

Queres viver uma Páscoa diferente?
O JIM – Jovens em Missão organiza e propõe-te uma Páscoa Missionária.

De 28 a 31 de Março, em Arouca, nas paróquias de Moldes e canelas.

O que é a Páscoa Missionária?
É a disponibilidade para animar e realizar as celebrações pascais com comunidades sem pároco disponível. Assim poderemos viver e ajudar a viver a Páscoa em comunhão e espírito missionário. Partida na 5ª feira santa, 28, de manhã e regresso no domingo, 31 à noite.

Porquê a Páscoa Missionária?
Alguns Párocos actualmente têm várias paróquias, muitas delas com vários locais de culto. O sacerdote, frequentemente não pode celebrar toda a liturgia do tríduo em todas as comunidades paroquiais a seu encargo.
Também o discípulo de Jesus é convidado a partilhar, testemunhar a sua fé juntos dos irmãos mais desfavorecidos (neste caso concreto, espiritualmente).

Participantes?
Jovens JIM – Jovens em Missão.
Jovens que sentem o convite do Senhor a anunciar a sua morte e ressurreição: Cristo ressuscitou! Ele está vivo!

Para quê?
Em primeiro lugar para ajudar párocos e paróquias mais desfavorecidas em termos de recursos humanos.
Em segundo lugar para ajudar os jovens a saírem de si mesmo, dos seus lugares, abrirem horizontes, viverem a Páscoa com outras realidades, fazendo novas experiências com outras gentes. Vivam, programem e realizem actividades juntos.
Terceiro, tornar os jovens evangelizadores activos, em lugares “estranhos” dos habituais, fazerem experiência num contexto de “nova evangelização”

Participação: 10€
Levar: saco cama e coisas pessoais.
Inscrições: Até 15 de Março para Ir. Beta betalmendra@gmail.com / 913482373

PS: Para os inscritos depois daremos mais instruções para preparação e ponto de encontro para viagem.

Não tenhas medo. Arrisca a partir!


Segunda-feira, 4 de Março de 2013

Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca.


«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». 
Faz-te ao largo, vai em frente, segue com destreza. Para os pescadores daquela época as redes eram o seu sustento, eram o fundamento da sua existência, eram as suas armas de construção de vida, representavam para eles tudo o que tinham. Faz-te ao largo e lançai as redes, não foi uma mera ordem mais de que isso é um sentido imperativo de viver, um encorajamento à vida.
«Respondeu-Lhe Simão:
- Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada.»
Tememos, a verdade é que tememos lançar as redes porque achamos que as nossas experiências anteriores não deram resultado, tememos porque lançar as redes é arriscar novamente e preferimos acomodar-nos do que tentar, do que ir à luta, do que lançarmo-nos na faina. Por vezes já corremos a noite toda e durante toda a noite, nada resultou, nada frutificou, nada geriu bons resultados. Não entendemos! Simplesmente não entendemos que a barca da fé por vezes também balanceia nas ondas, não entendemos que as ondas também assolam a barca, mas mais que isso não entendemos que as redes só se começam a encher quando existe silêncio. Os pescadores iniciam as suas pescarias durante a noite, não por uma razão qualquer mas antes porque os peixes ao ouvir barulho assustam-se e não vão para as redes.
Talvez já nos fizemos ao largo, sim talvez já tivéssemos tido essa experiência de lançar as redes mas não fomos em silêncio, não fomos devagar, não fomos com confiança.
«Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Regressamos às vezes das fainas da vida cansados, desgastados mas mais que isso: desiludidos. A vida não nos fez para perdermos mas antes para ganhar, não nos fez para sermos pescadores sem peixe, mas antes para lançar as redes e os nossos barcos encherem-se.
Já que o dizes, essse já que o dizes leva-nos a agir numa confiança desmedida, numa força de quem nos impele a nada temer, a não desanimar, a não nos angustiar. Mostra-nos também que às vezes a vida é tentativas de experiência. Mais uma vez podemos lançar as redes, mais uma vez vamos fazer-nos ao largo, mais uma vez seguimos em frente.
O verbo fazer é organizador, edificador, construtor, fazer é erguer-se é seguir com todas as forças, encarreirar-se e não parar. A vida é também assim: entrar no barco, levar as redes da confiança e fazer-se ao largo.

Carlos Ferreira - através do faceboock

Rezar pelo Kénia


Hoje, dia 4 de Março, o Quénia vai a eleições gerais. As últimas eleições em 2007 deixaram o país à beira da guerra civil. Em pouco mais de 2 meses os conflitos em diversos pontos do país deixaram mais de 1300 mortos e quase 700.000 deslocados. 5 anos depois, pouco foi feito para reconciliar o país e ninguém foi declarado culpado por qualquer dos crimes cometidos.

Por pressão internacional, o sistema eleitoral, bem como a comissão eleitoral e leis eleitorais, consagradas na Nova Constituição aprovada em 2010, foram passos significativos para que se possam realizar eleições justas, correctas e pacíficas! Mas na mente da maioria dos quenianos e principalmente da grande maioria dos políticos, os velhos métodos de compra de votos, intimidações, violência e fraudes eleitorais continuam na ordem do dia, mormente nas zonas rurais.
Antevê-se uma segunda volta para a eleição presidencial.
Pela primeira vez, cada um dos, pouco mais de 14 milhões de votantes registados são chamados a eleger de uma assentada 6 cargos políticos: presidente, governador civil, senador, membro do parlamento de cada
concelho, representante feminina na assembleia concelhia e conselheiro de cada aldeia na assembleia concelhia!
Até agora os quenianos apenas elegiam o presidente do país e o membro parlamentar. Todos os outros cargos políticos governativos eram "distribuídos" pelas filiações e amizades políticas.
A grande questão que se põe neste momento é: estão os quenianos preparados para uma transição eleitoral tão complexa como esta? Certamente que não, especialmente nas zonas rurais! Educação cívica e
eleitoral foi inexistente nas zonas rurais. Aparte de uma campanha de
educação cívica e eleitoral mais ou menos elaborada através da tv, nada mais foi feito!
A grande maioria dos quenianos a viver nas zonas rurais não tem acesso à TV. As rádios foram deixadas à sua própria iniciativa no que respeita a sensibilização e educação cívica eleitoral, o que degenerou, em vários casos, no apoio a determinados candidatos em base de escolha tribal. Muita da violência em 2007/2008 foi instigada pelas rádios locais com forte inspiração tribal.
Finalmente, e segundo as muitas e suspeitosas sondagens, o maior número de votos é entregue a 2 candidatos: Uhuro Kenyata e Raila Odinga.
O primeiro é filho do primeiro presidente do Quénia. Tanto ele como o seu vice-presidente estão acusados de crimes contra a humanidade no tribunal internacional de Haya, cometidos nas últimas eleições!
O segundo candidato é o actual primeiro ministro e concorre a presidente pela 3a vez na sua vida. Pertence a uma família e tribo que nunca teve a presidência do país. Não é segredo nenhum para qualquer queniano atento que a administração americana e mesmo a EU preferem este candidato. Obviamente, os outros candidatos chamam a este apoio camuflado um novo colonialismo!  Há aqui uma sede de poder nunca alcançado por esta tribo, o que nunca é um bom prenúncio.
As eleições primárias dos partidos para eleger os candidatos de cada partido aos vários cargos governativos foram marcados por violência, fraudes eleitorais e muita confusão nas nomeações. Tal facto prova que
mesmo com leis novas dos partidos e leis eleitorais reformuladas de acordo com a nova Constituição, não são suficientes para evitar o caos! É preciso que as mentalidades mudem também, o que não é o facto para a grande maioria!
Em preparação para estas eleições o país testemunhou sinais preocupantes que também antecederam as últimas eleições em 2007: alterações à constituição para acomodar interesses políticos, lutas tribais em pelo menos 4 zonas do país e que deixaram mais de 200 mortos, entre eles quase 50 polícias, assassinato de 3 políticos que pretendiam concorrer a postos governativos distritais e o caos já mencionado das eleições partidárias primárias.
Para que um candidato presidencial seja eleito na primeira volta, ele necessita de 50% dos votos mais 1. Este é um cenário pouco provável à primeira volta, pelo que se espera uma segunda volta dentro de um prazo de 30 dias.
Aquilo que o mundo espera é que, seja qual for o resultado eleitoral, o descalabro das últimas eleições não se repita! É isso que vos convido a pedir comigo e com os 40 milhões de quenianos: eleições pacíficas, livres e verdadeiras!

Um abraço grande e que Deus proteja e abençoe o Quénia.


Pe Filipe Resende
Kacheliba - Quénia