A Mensagem do Papa para o «Dia Mundial de Oração pelas Vocações», que será
celebrado no IV domingo de Páscoa, 29 de Abril de 2012, tem como tema «As
vocações, dom do amor de Deus».
As famílias, «comunidade de vida e de amor», são lugar para
redescobrir a beleza do sacerdócio e da vida consagrada, salienta Bento XVI.
De acordo com o Santo Padre, esta é uma ocasião para
refletir sobre a «verdade profunda da nossa existência», contida neste «mistério
admirável», onde «cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto
de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno» (cf.
Jer 31, 3).
«É a descoberta deste facto que muda, verdadeiramente e
profundamente, a nossa vida», recorda o Pontífice. «Trata-se de um amor sem
reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que
tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus».
Nas palavras do Papa, «é tarefa da pastoral vocacional
oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central
há-de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com
a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para
ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a
vida diária».
«Mas o “centro vital” de todo o caminho vocacional seja
sobretudo a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de
amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a
viver a “medida alta” do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem
o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo
Reino», explica.
Neste sentido, Bento XVI deseja que as Igrejas locais, nas
suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de
verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um
acompanhamento espiritual sábio e vigoroso.
«Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se
manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Que os
Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se
multipliquem estas “casas e escolas de comunhão” a exemplo da Sagrada Família
de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade»,
conclui.
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