Quinta-feira, 1 de Março de 2012

As vocações, dom do amor de Deus


A Mensagem do Papa para o «Dia Mundial de Oração pelas Vocações», que será celebrado no IV domingo de Páscoa, 29 de Abril de 2012, tem como tema «As vocações, dom do amor de Deus».



As famílias, «comunidade de vida e de amor», são lugar para redescobrir a beleza do sacerdócio e da vida consagrada, salienta Bento XVI.



De acordo com o Santo Padre, esta é uma ocasião para refletir sobre a «verdade profunda da nossa existência», contida neste «mistério admirável», onde «cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno» (cf. Jer 31, 3).



«É a descoberta deste facto que muda, verdadeiramente e profundamente, a nossa vida», recorda o Pontífice. «Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus».



Nas palavras do Papa, «é tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há-de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária».

«Mas o “centro vital” de todo o caminho vocacional seja sobretudo a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a “medida alta” do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino», explica.

Neste sentido, Bento XVI deseja que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso.

«Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas “casas e escolas de comunhão” a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade», conclui.

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